Sinto a necessidade de escrever...
Escrevo para exteriorizar o que sinto, eu adoraria ter as palavras certas e o dom da escrita, adoraria...
Só que não é bem assim que funciona, mas eu me contento em ter a capacidade de manter um foco sobre o tema que eu desejo falar.
Entendam que eu escrevo para mim, não escrevo só pensando em mim, mas certamente é para mim tudo que eu escrevo!
Vou começar a escrever desenfreadamente tudo que estiver vindo em minha mente, no fim vejo o que dar para ser aproveitado, espero que meu desejo de querer “acertar” as palavras não me atrapalhe nessa acelerada escrita...
Esperem vou pegar um suco... -É de laranja!
Acredito que é inútil tentar apagar palavras com desculpas, palavras ditas, principalmente para um coração apaixonado, são como navalhas afiadíssimas, cortam e fazem cicatrizes, alguns aceitam as desculpas e algumas dessas cicatrizes estão em lugares escondidos, difíceis de serem encontradas, podem ser perdidas, mas não esquecidas, outros se quer podem perdê-las, pois elas estão no rosto e refletem sempre que nós olhamos no espelho, as piores encontram-se no coração...
Podemos comparar isso à natureza, ela sendo a maior vitima, palavras são como lixo, que causa a morte excessiva e regida pela incoerência de não sentirmos a agressão, porém ela muitas vezes não revida, perdoa... Mas as cicatrizes estão lá!
Falo bastante sobre amor, música, solidão, perdão, sobre a vida, Minha vida...
Defeitos são atributos como as virtudes. Tem que vir no pacotão. Acomodação, soberba, egoísmo, incompreensão, entre outros...
Uma hora ou outra eles acabam aparecendo, podem ser tão constantes e imperceptíveis quanto à respiração, ou esporádicos como um espirro, mas eles aparecem!
Eu posso alimentá-los ou subtrai-los, mas isso é outra questão...
Música. É tudo, representa tanto. É minha vida, e o alimento da minha alma.
Mesmo no silêncio, onde se escondem tantas coisas, onde a tanta força...
É a coisa mais mágica que eu descobri até hoje em minha vida!
A meu ver a solidão é um teste maravilhoso de liberdade, eu, como bom sagitariano, prezo pela minha liberdade e vivo tanto tempo só que aprendi a lidar com isso, saber estar só é não se limitar a estar sempre acompanhado e é onde dá pra conhecer melhor alguém que quase nunca está presente. Esse alguém sou eu mesmo...
Odeio rir, conto na palma da mão as pessoas que conseguem arrancar boas risadas de mim, dizem que rir ajuda a sacudir a poeira da alma. É triste, pois minha alma é muito empoeirada então...
Amo o frio, o vento e a lua. Amo-os por me levarem um pouco para fora da realidade como outra experiência mágica. Como é bom colocar o rosto na janela em dia de chuva...
Conhecimento é à base de tudo, por isso vivo aprendendo, lendo, estudando. Descobertas me atraem, pois quem sabe pode ser estar ali naquela novidade, de repente, o que me faltava.
Viajar... Mesmo sem sair do lugar, fechar os olhos, encomendar desejos.
Viajar... Realizam-se sonhos de uma vida inteira, aproxima-se do desconhecido, onde podemos nos encontrar com as lembranças.
Em outro lugar soam diferentes palavras na minha voz, misturo as coisas que levo e trago.
Minha curiosidade é algo exposto, é compulsivo, descendente da minha necessidade de conhecimento, seja ele relevante, ou não.
Não sei me vingar e não me esforço em aprender pelo simples fato de não gostar. Sou covarde, não porque me falta coragem, mas principalmente por me omitir quando estou pressionado. Sou assim desde criança, a isso se da o nome de sonso.
Não gosto de pensar como seria se tivesse feito diferente algo que já passou. Prefiro esclarecer constantemente meus pensamentos e sentimentos do presente para não precisar dizer - E se...
Julgo-me ser incapaz de muitas coisas, não por não saber como fazer, ou o que se passa, mas por considerar estar fora do meu controle físico e mental.
Acho que eu já deveria ter um emprego, ter comprado uma máquina de fotos, também acho que já passou da hora de ter um carro.
Por falar em passar da hora, eu deveria ter usado melhor meu super cérebro quando eu o tinha na sua capacidade total, hoje as dores de cabeça me castigam com dores muitas vezes insuportáveis por ter utilizado ele de forma imprudente, para exibição da minha pessoa que sempre fez questão de não aparecer e nem chamar atenção...
Não sei o que pensar sobre o futuro, só tenho a brilhante sensação de que vai ser bom e que vai me bastar.
No momento não quero parar de escrever.
Mas isso é apenas mais uma vontade!
Ainda estou com sede... E o suco, acabou.
Composição: Dudy
"[...] Invento e descubro respostas
Pois hoje a vida tem a minha cara
Metade completa do pouco que resta
Pra gente ainda viver [...]"